Melhor Resposta
No varejo, o mínimo saudável é 2,5x o preço de custo (markup 150%). Mas considero ideal trabalhar com 3x a 4x, pois você precisa cobrir: custo da peça + frete + embalagem + impostos (se tem MEI) + tempo de atendimento + devoluções eventuais. Se você vende por R$30 uma peça que pagou R$10, tem R$20 de margem bruta, mas do que fica líquido depois dos custos é bem menos.
Flávia Mendonça
07/03/2026
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Fórmula simples que uso: Preço de venda = (custo total da peça × markup) / (1 - % despesas fixas). Para quem vende direto ao consumidor sem loja física, o markup de 3x costuma cobrir bem os custos variáveis. Para quem tem loja ou paga funcionário, o mínimo sobe para 4x ou mais.
Leonardo Queiroz
07/03/2026
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Para atacado (venda para revendedores), o markup é menor porque o volume compensa: trabalho com 1,4x a 1,7x o preço de custo. Mas o mínimo de R$500 por pedido e pagamento no prazo é inegociável. Abaixo disso o tempo de gestão não compensa. Varejo e atacado são modelos diferentes — não tente misturar as margens.
Cuidado com quem diz que "2x já é lucro". Você esqueceu de contar: taxa do Instagram (se vende pelo app), taxa do cartão, frete que às vezes você absorve, embalagem, tempo de foto e postagem, atendimento pré-venda. Quando soma tudo, 2x costuma ser próximo do zero. Prefira margem menor mas sobre produto premium com menos problema de devolução.
Gustavo Marques
07/03/2026
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Teste o mercado antes de fixar a margem. Coloca o produto a 3x e vê se vende. Se vender fácil, tenta 3,5x. O mercado te diz qual o teto de preço. Semijoias de design diferenciado aguenta markup maior que peça básica encontrada em qualquer lugar — o valor percebido varia muito.
Letícia Campos
07/03/2026
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Dica importante: separa pelo menos 10% de tudo que vende para fundo de reposição e 5% para devoluções/defeitos. Quem não faz essa reserva acaba descapitalizada quando precisa trocar produto ou reabastecer estoque. Margem saudável inclui provisão para o inesperado, não só o custo direto da peça.